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Blefaroplastia

Cirurgia que corrige o excesso de pele e as bolsas de gordura das pálpebras. Entenda a diferença entre a indicação funcional e a estética e como cada caso é avaliado.
Realizando Plásticas Oculares
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Imagem de cabeçalho editorial profissional sobre blefaroplastia com paleta de cores quentes em tons de marrom e bege.

Blefaroplastia Além da Estética Dra. Ana Buhler

Você levanta a sobrancelha sem perceber para enxergar melhor, sente a pálpebra pesar no fim do dia e ouve que está com cara de cansado mesmo tendo dormido bem. Essa combinação é frequente no consultório e costuma ter uma explicação anatômica: com o tempo, a pele da pálpebra perde elasticidade e sobra, e a gordura que envolve o olho pode se projetar para frente. O que muda de pessoa para pessoa é quanto disso é aparência e quanto já interfere na visão.

Um equívoco comum é tratar toda pálpebra caída como excesso de pele. Sobra de pele é dermatocálase; queda da pálpebra por falha do músculo que a levanta é ptose. As duas se parecem no espelho e têm cirurgias diferentes — operar uma pensando que é a outra é a causa mais frequente de resultado que não corresponde à queixa. Outro ponto que passa despercebido é a posição da sobrancelha: quando ela desce, empurra a pele para baixo e simula um excesso palpebral que a blefaroplastia sozinha não resolve.

Na consulta, a avaliação começa pela história: há quanto tempo o incômodo existe, se piora ao longo do dia, se há olho seco, uso de lentes, cirurgia ocular prévia, tireoide ou doença autoimune. A ela se somam o exame oftalmológico completo, a medida da abertura palpebral e da função do músculo levantador, a avaliação da superfície ocular e, quando a queixa é funcional, o exame de campo visual com e sem elevação da pálpebra. É esse conjunto que separa a indicação funcional da estética e define qual técnica faz sentido.

Como toda cirurgia, existem riscos que precisam ser conhecidos antes da decisão: piora temporária do olho seco, assimetria, alteração da cicatriz, dificuldade de fechar completamente a pálpebra e, mais raramente, complicações que exigem nova abordagem. Discutir isso abertamente faz parte da consulta.

Meu compromisso é explicar o que a técnica pode e o que ela não pode resolver no seu caso, indicar cirurgia apenas quando houver motivo clínico ou estético claro, e acompanhar cada etapa do pós-operatório com retornos programados.

Entenda O Que Está Por Trás Do Seu Olhar Cansado

Agende uma consulta para avaliar suas pálpebras e saber se a sua indicação é funcional, estética ou ambas.
TIPOS DE BLEFAROPLASTIA

Prepare Sua Consulta Com O Que Você Já Tem Em Mãos

Traga exames oftalmológicos recentes, a lista de medicações em uso, incluindo anticoagulantes , e se tiver, fotos antigas do seu rosto. Esses dados ajudam a entender a evolução do seu caso.

Dúvidas Frequentes

Não. Quando o excesso de pele da pálpebra superior invade o campo visual, a indicação é funcional e costuma ser documentada por exame de campo visual feito com e sem a elevação da pálpebra. Quando a queixa é apenas de aparência, a indicação é estética. A técnica cirúrgica é parecida nos dois casos, mas o planejamento, a documentação e a cobertura por convênio são diferentes.

São diagnósticos distintos. A dermatocálase é a sobra de pele que se dobra sobre o olho; a ptose é a queda da própria margem da pálpebra por alteração do músculo levantador. As duas podem existir ao mesmo tempo. A distinção é feita no exame, com medidas objetivas da abertura palpebral e da força do levantador, e define se a cirurgia será blefaroplastia, correção de ptose ou as duas.

A incisão da pálpebra superior é feita no sulco natural, de modo que a cicatriz fica escondida na dobra quando o olho está aberto. Na pálpebra inferior, o acesso pela conjuntiva não deixa cicatriz externa. Ainda assim, cicatrização é resposta individual e depende de pele, idade, tabagismo e cuidados no pós-operatório. Esse ponto é discutido caso a caso antes da cirurgia.
O inchaço e o roxo mais evidentes costumam concentrar-se nos primeiros 7 a 14 dias, e os pontos em geral são retirados entre o quinto e o sétimo dia. Atividades leves costumam ser retomadas em poucos dias; esforço físico, piscina e sol exigem liberação individual. A cicatriz continua amadurecendo por semanas a meses. Os prazos variam e são orientados nos retornos.
Depende da avaliação. O olho seco não é impedimento automático, mas precisa ser identificado e tratado antes, porque a cirurgia pode intensificar os sintomas no pós-operatório. Por isso a superfície ocular é examinada na consulta. Em alguns casos a conduta é adiar a cirurgia, ajustar a técnica ou reduzir a quantidade de pele removida.

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